Esquizofrenia e Potenciais Evocados Auditivos de Latência.
Síntese de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Federal de São Paulo para conclusão do curso de Especialização em Fisiologia e Fisiopatologia Humana aplicada às Ciências da Saúde.
Autores: Pedro Luís Ribeiro Marcondes e Gabrieli da Silva Cunha Tiritan.
Orientadora: Profª. Dra. Maria Isabel Cardoso Alonso Vale.
Santos, 2025.
1 INTRODUÇÃO
A Esquizofrenia é uma morbidade caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas bem estabelecidos no DSM-V, sendo uma entre muitas Psicopatologias, com características próprias, apesar de semelhanças com outras Patologias em Saúde Mental. Surge geralmente no final da adolescência, sendo que parcela das pessoas que desenvolvem a doença apresentam pregressamente pródromos, que são indicativos que o indivíduo possa a desenvolver a condição futuramente. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico e proposto terapêuticas adequadas alopáticas e outras, melhor o prognóstico, sendo hoje entendido também que a horizontalidade nas relações médico-paciente e a compreensão do paciente referente ao tratamento que lhe é dado e sobre seu diagnóstico é parte importante na melhora clínica deste e em desfechos prognósticos de maior qualidade, com maior imersão social.
Este trabalho busca uma linha de pesquisa à Esquizofrenia baseada em achados de Eletroencefalograma e uso das capacidades desta ferramenta em termos de interpretação de dados obtidos, sobretudo através de estímulos sonoros, com paciente com possuem Esquizofrenia. O N100 auditivo é um potencial relacionado a eventos (ERP) evocado por estímulos acústicos (Naatanen e Picton, 1987; Rosburg et al., 2008). Ele é um dos potenciais de latência utilizados para verificar diferenças nos sintomas relativos a "audição de vozes", por exemplo. Entende-se que pessoas saudáveis geralmente não ouvem vozes, existindo ainda um pequeno grupo que diz ter experiência com vozes mas não cursar com um sofrimento mental específico ou psicopatologia.
Para pessoas com Esquizofrenia foi observado que existem diferenças nestes Potenciais evocados auditivos de latência quando comparado com pessoas sem a doença. Sabe-se hoje que existem outras morbidades, algumas mais "neurológicas" do que da área de atuação da "psiquiatria", como o Autismo, que também podem apresentar estas mesmas diferenças, tal como na Esquizofrenia. Porém, os métodos de avaliação para cada "condição" são diferentes, preferindo os autores maior compreensão nos desfechos de sintomas positivos e negativos da Esquizofrenia em decorrência de anormalidades nestes potenciais.
Parcela das pesquisas sobre o tema é mais recente e busca-se entender porque pessoas com a morbidade apresentam alterações na compreensão do que lhe é dito, por vezes, por que tem a escuta de vozes em "circunstâncias específicas" – por exemplo, ao estar em um ambiente com um ruído extremamente amplo de frequências, como o som de um chuveiro – e porque parte destas alterações, digamos, na "recepção" deste sinal, levam a desfechos como alterações na enunciação de frases, latência, e até alterações próprias de embotamento e avolição.
Para o entendimento destas questões são propostos diversas investigações, dentre elas o estudo eletrofisiológico com auxílio de eletroencefalograma e ruídos evocados, orientados a um grupo controle e ao grupo de pacientes com diagnóstico confirmado para a condição.
De tal maneira define-se, dentre uma grande possibilidade de sinais a serem estudados, o P50, N100 e P200, "locais" mais apropriados à interpretação das aberrâncias entre pacientes saudáveis e pacientes sintomáticos, com possibilidades de investigação eletrofisiológica de como a interpretação de sinais auditivos pode influenciar tanto em sintomas positivos quanto negativos da esquizofrenia.

Entendendo que boa parte dos sintomas de quem tem esquizofrenia está no escopo da audição de vozes, que é o sintoma positivo mais prevalente tanto em homens quanto em mulheres, independente de etnia ou faixa etária; e, também, que a comunicação falada é a ferramenta mais antiga e "alicerçada" para a relação de um para com os demais e também para com o mundo, busca-se neste atributo estabelecer as relações sensoriais dos estímulos sonoros em pessoas com e sem a doença.
De acordo com Shen C. et al o controle sensorial descreve processos neurofisiológicos de filtragem de estímulos redundantes ou desnecessários durante o processamento de informações, o que potencialmente protege funções de ordem superior de serem sobrecarregadas. Também déficits de controle sensorial foram propostos como causadores de inundação sensorial e processamento defeituoso de informações no cérebro e contribuem para os sintomas da esquizofrenia, de acordo com o autor.
Há pelo menos três razões possíveis pelas quais pacientes com esquizofrenia apresentaram pontuações SNR (signal to noise ratio, em português adaptado: relações sinal ruído) menores do que participantes saudáveis. Primeiro, os pacientes podem apresentar menor fidelidade de processamento auditivo (ou seja, RMS, root mean square, raiz quadrada média, pré-maior), o que sugeriria que o sistema auditivo não está suprimindo adequadamente entradas auditivas irrelevantes para a tarefa. Segundo, o sistema auditivo pode estar aguçando inadequadamente representações sensoriais do estímulo. Terceiro, é possível que ambas as explicações anteriores contribuam para pontuações SNR baixas em pacientes (Clayson P. et al).
P50
O controle sensorial P50 reflete um mecanismo pré-atencional (Jerger et al., 1992) que poderia proteger a integridade de funções de ordem superior (Boutros, Korzyukov, Jansen, et al., 2004; Freedman et al., 1991; Jerger et al., 1992; Wan et al., 2008).
N100
O N100 evocado por estímulos auditivos em tarefas de escuta passiva pode refletir um gatilho para alocar atenção ao estímulo (Näätänen, 1992, pp. 113–135; Näätänen & Picton, 1987). O gating sensorial N100 pode, portanto, estar relacionado a mecanismos de filtro envolvidos no disparo da atenção.
P200
O P200 evocado por estímulos auditivos em tarefas de escuta passiva pode refletir alocação precoce de atenção e experiência consciente inicial do estímulo (Näätänen, 1992, p. 222). O P200 gating pode, portanto, estar relacionado à alocação de atenção e à percepção consciente inicial de um estímulo (Lijffijt, M et al).
Mais especificamente, o gating P50 pode estar relacionado à proteção do funcionamento cognitivo afetando estratégias de resposta, resultando em menos erros de comissão, enquanto o gating N100 e P200 pode estar relacionado à proteção do funcionamento cognitivo afetando a memória de trabalho, resultando em melhor discriminação de alvos. Além disso, a latência P200 pode estar relacionada à atenção (Lijffijt, M et al).
Talvez, à luz destes conhecimentos, e tornando-os mais amplos, possa-se entender melhor sobre a Esquizofrenia e propor terapêuticas melhores às atuais aos que sofrem desta morbidade. Existem muitas terapêuticas novas no campo desta Psicopatologia, é importante dizer. O estudo desta doença tem sido ampliado, e na medida em que isso ocorre, tem se observado em contextos específicos melhores desfechos em prognóstico.
2 OBJETIVOS
O objetivo da escolha do tema foi, em um momento de neurodiversidade relativa às neuroatipias, discutir alguns trabalhos que tem por objeto de análise os potenciais auditivos evocados de latência, como estes funcionam e qual a importância destes no entendimento da sintomatologia presente na Esquizofrenia.

3 JUSTIFICATIVA DESTE ESTUDO
À luz de entendimentos analíticos, com ferramental técnico e descrito na literatura, busca-se a interpretação de sinais eletroencefalográficos no estabelecimento das aberrâncias de sinal, que por sua vez podem ser responsáveis também pelas alterações de sensopercepção, alucinações, especificamente neste estudo as auditivas, que também são as mais prevalentes em homens e mulheres, dentre os sintomas positivos da doença.
Com maior conhecimento sobre o tema e melhor entendimento sobre o que ocorre em termos fisiopatológicos de quem padece desta condição, estigmas e preconceitos são melhores questionados e colocados em debate, buscando-se sempre a razão na análise desta condição, que em sua mis en scene antropológica, é tão enraizada em mitos. Lembrar ainda que o objetivo deste estudo é humanizar. A educação – e pesquisa – é prática de liberdade (Paulo Freire).

4 METODOLOGIA
Foram utilizadas referências bibliográficas de artigos diversos, sendo consultadas principalmente as plataformas NBCI e PUBMED, tomando como palavras-chave para pesquisa os termos: Esquizofrenia; N100; P50 e P200. Os estudos utilizados datam de sua publicação principalmente entre 2001 à 2025.
O estudo eletrofisiológico com eletroencefalograma tem sido ampliado para estudos comparativos com uso de ferramentas de imagens, também com finalidade de elucidação sobre as bases fisiopatológicas da esquizofrenia, e mesmo o primeiro, com uso exclusivo do EEG, tem sido mais amplamente objeto de publicações nas últimas duas décadas, mesmo período em que se abre um olhar diferenciado quanto a esquizofrenia, para além do estigma pré-contemporâneo, coincidente às discussões sobre a morbidade junto a Reforma Psiquiátrica não só no Brasil mas em parte considerável do mundo ocidental.

Ampliar esta discussão para o uso de outras ferramentas além do EEG demandaria um grande esforço de síntese de informação e também levaria a perda da proposta inicial deste trabalho, cuja finalidade é investigar as relações entre os sons (que "foram evocados", como a fala humana, frases, "conversas"...) e a recepção desta onda mecânica em um paciente com esquizofrenia, seu comparativo com àquele que não possui a mesma condição e o entendimento eletrofisiológico que "aberrâncias na interpretação de sinal" podem levar na instalação de sintomas positivos, com influência também em sintomas negativos da mesma doença dado os possíveis graus de cronicidade e sintomatologia.
5 DISCUSSÃO
Análise dos Potenciais Evocados Auditivos
Os geradores auditivos de N100 estão localizados no córtex auditivo, com contribuições adicionais de fontes frontais e parietais (Naatanen e Picton, 1987). Anormalidades N100 foram encontradas em muitos estudos de pacientes com esquizofrenia ((Brockhaus-Dumke et al., 2008) e ver revisão (Rosburg et al., 2008)). Além disso, a redução de N100 é uma característica hereditária e considerada um endofenótipo de esquizofrenia (Turetsky et al., 2008).
Mas o que é o Potencial evocado auditivo de latência N100, seus "pares" (P50 e P200) e qual sua relação com o que já foi dito?
O gating sensorial N100 e P200 é prejudicado em indivíduos com esquizofrenia (Boutros, Korzyuko, Oliwa, et al., 2004), abuso de cocaína (Boutros et al., 2006) e transtorno bipolar I (Lijffijt, Moeller, Boutros, Steinberg, et al., 2009) e potencialmente está relacionado com o desempenho cognitivo diminuído nesses tipos de transtornos.
Os potenciais auditivos evocados N100 e P200 medidos em tarefas de escuta passiva (o meio pelo qual se obtém estes resultados será falado adiante) poderiam, respectivamente, refletir um gatilho para alocar atenção (Näätänen, 1992, pp. 113–135; Näätänen & Picton, 1987) e alocação precoce de atenção (Näätänen, 1992, p. 222). Com base nessas considerações, o gating N100 poderia estar relacionado a mecanismos de filtro envolvidos no disparo da atenção, enquanto o gating sensorial P200 poderia estar relacionado a mecanismos de filtro envolvidos na alocação de atenção. Como essas funções diferem daquelas hipotetizadas para o gating P50, o gating N100 e P200 poderiam afetar diferentes aspectos do funcionamento cognitivo (Boutros, Korzyukov, Jansen, et al., 2004; Kisley et al., 2004).

Sendo assim, o N100 pode ser usado como um indicador eletrofisiológico de disfunção cerebral associada à psicose.
O Paradigma do Clique Pareado
Os gatings sensoriais, como chamamos por Potenciais evocados auditivos de latência, P50, N100 e P200, podem ser estudados com o paradigma do clique pareado. No paradigma do clique pareado, um estímulo auditivo simples provoca um complexo P50-N100-P200 que é atenuado em amplitude se o estímulo inicial (S1) for seguido em breve por um segundo estímulo idêntico (S2) (Fruhstorfer, Soveri e Järvilehto, 1970).
A redução na amplitude P50, N100 e P200 de S1 para S2 pode ser expressa como a razão entre a amplitude evocada por S2 e a amplitude evocada por S1 ou como a diferença absoluta entre a amplitude de S1 e S2 (Smith, Boutros e Schwarzkopf, 1994). Uma razão maior ou uma pontuação de diferença menor reflete um gating mais fraco, o que pode estar relacionado ao funcionamento cognitivo diminuído.
Processos neurofisiológicos de filtragem de estímulos redundantes ou desnecessários durante o processamento de informações compõem o gating sensorial, o que potencialmente protege o indivíduo sadio de funções de ordem superior de serem sobrecarregadas. Os déficits de gating sensorial levam à "inundação sensorial", que resulta no processamento defeituoso de informações no cérebro, contribuindo para os sintomas da esquizofrenia (Chen-Lan Shen et al).
1
Estímulo Auditivo
Clique pareado S1 e S2
2
Resposta Cerebral
Complexo P50-N100-P200
3
Análise
Comparação de amplitudes
Evidências Científicas
Há um estudo que mostra que a amplitude absoluta do N100 diminui à medida que a sintomatologia psicótica aumenta (Gonzalez-Heydrich et al., 2015), em um contexto específico, sendo necessários mais dados para esta informação. Há também um segundo estudo, anterior, que relatou amplitudes N100 basais reduzidas em indivíduos com risco de psicose, que desenvolveram psicose três anos após a linha de base em comparação com controles ou aqueles que não desenvolveram psicose (van Tricht et al., 2015).
No entanto, dois outros estudos não detectaram uma diferença significativa nas amplitudes N100 basais que distinguiram indivíduos que se converteram à psicose em comparação com os controles ou aqueles que não se converteram (Brockhaus-Dumke et al., 2008; Hsieh et al., 2012). Há uma falta de evidências definitivas até o momento sobre a capacidade da amplitude N100 de prever o desenvolvimento de psicose em pessoas em risco. Mas sabe-se que nas pessoas que tem a condição já definida podem possuir algum grau de alteração neste padrão.
Enquanto o N100 é um importante marcador no entendimento da Esquizofrenia, o déficit de controle sensorial P50 é o Potencial evocado auditório de latência mais amplamente documentado em pacientes com a condição (Chen-Lan Shen et al). Esse déficit é encontrado também em seus parentes de primeiro grau e indivíduos com risco ultra-alto para esquizofrenia e não se altera com manifestações clínicas. Portanto, foi considerado um endofenótipo para esquizofrenia (Braff DL, Light GA et al).
Os estudos sobre N100, em comparação com P50, amplamente documentado em pacientes com esquizofrenia, foram relativamente inconclusivos. Os gráficos abaixo mostram as diferenças entre os diferentes sinais em um grupo controle e em um paciente com Esquizofrenia:
É entendido que as aberrâncias nos diferentes sinais (P50, N100, P200) - sendo alguns destes mais amplamente estudados e validados como o P50 – como responsáveis pelas distorções percebidas entre os sintomas alucinatórios, ou positivos, da Esquizofrenia, dentre estes a audição de vozes, que, retomando ao início deste tópico que traz a imagem do Prosograma, pode vir a ser também responsável por fatores de cronicidade que levam a embotamento/esgotamento, entre outros sintomas negativos (que tentei, através da figura do prosograma, demonstrar enquanto efeito desta aberrância de sinal e seu resultado na dinâmica habitual do indivíduo, no estabelecimento da fala).
Existem estudos ainda que através de neuroimagem estabelecem diferenças próprias também, quando em paralelo ao uso do Eletroencefalograma, destas aberrâncias de sinal, com a recepção do estímulo sensorial auditivo no córtex cerebral, evidenciando diferenças em relação aos grupos controle.
Implicações Terapêuticas
A terapêutica se dá sobretudo na inserção social do indivíduo, no estabelecimento da horizontalidade nas relações, na devida explanação sobre o diagnóstico, terapêutica e meios de condução no tratamento, e também, sempre que possível, de equipe multidisciplinar e diálogos no âmbito das relações afetivas mais próximas.
Para além da alopatia, e à luz do entendimento das falhas de sinal na interpretação de informações evocadas, há por pressuposto que menor cronicidade e maior inserção social são possíveis para quem tem Esquizofrenia, com a finalidade do grupo, em sua neuroatipia, viver a neurodiversidade coletiva sem tantos "empecilhos" de ordem de sintomatologia.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Hoje, com mais pesquisas e conhecimento sobre a doença Esquizofrenia, há a possibilidade de melhor compreensão sobre esta Patologia e possibilidade também de obtenção de recursos para melhora em qualidade de vida. Com o entendimento também sobre sua Fisiopatologia é vislumbrada a compreensão sobre o que, outrora, era visto como algo com muito misticismo e dúvidas, por vezes tornando-se objeto de exploração de elementos diversos da cultura popular.
O estudo eletrofisiológico indaga possibilidades quanto aos mecanismos pelos quais se sustenta, sobretudo, a prevalência de sintomas de alteração sensoperceptiva auditória, o sintoma positivo mais frequente na doença, com uso do eletroencefalograma, buscando "mapear" possíveis aberrâncias na interpretação de sinal auditivo recebido.
A partir disto é possível conhecer as implicações desta "falha" na interpretação do sinal auditivo na cronicidade da doença, pois sabe-se também que uma das possibilidades para maior quantidade de sintomas negativos, como embotamento e avolição, podem estar associados a maior presença de sintomas positivos, como a própria "audição de vozes", "pensamentos intrusivos" "vozes com sofrimento e/ou persecutoriedade".
Caracterização da Doença
Enquanto morbidade, com sinais e sintomas próprios, que cursa em suas alterações fisiológicas de alterações particulares, que, neste estudo, estão detalhadas quanto aos sinais de estímulos evocados, os stimuli sensoriais, N100, P50 e P200, e seus padrões diferentes de resposta em relação a quem não tem a condição.
Componentes Sociais
A esquizofrenia é uma doença também epigenética, com componentes sociais muito fortes, parte importante também desta condição, mas que não foi objeto de discussão neste trabalho.
Aplicação Prática
Entendendo tratar-se de uma neuroatipia, a aplicação destes conhecimentos, pode auxiliar os pacientes na busca de melhores tratamentos e vida mais ativa e participativa.
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